O que é uma estratégia de joint venture?

Quando uma empresa de bebidas se une, em uma parceria econômica, a outra companhia do mesmo ramo ou de uma área diferente, com uma meta e por um período determinado, está formada uma joint venture. Dentro dessa estratégia, podem surgir inovações ou até mesmo um novo projeto, seja ele comercial, logístico, industrial, tecnológico, entre outros. Assim, trata-se de um tipo de sociedade em que ambas as partes assumem os riscos do investimento.

Entenda como funciona uma estratégia de joint venture   

Sendo uma associação econômica, o termo joint venture é de origem inglesa e significa junto (joint) e risco (venture), ou seja, as operações entre duas empresas são partilhadas nos benefícios, lucratividade, prejuízos e custos.

Portanto, a estratégia está sintonizada aos objetivos comuns das companhias, colocando em prática ideias que beneficiem ambas as partes em um período determinado. Os resultados obtidos devem ser devidamente divididos. Para ser bem sucedida, uma joint venture necessita de lealdade entre as partes envolvidas na parceria, podendo ser contratual ou societária. 

Após o término do período acordado, as empresas continuam suas atividades separadamente, aspecto que se diferencia da fusão. Dessa forma, uma estratégia de joint venture precisa ser muito bem planejada, reunindo na mesma empreitada esforços em comum. Para isso, algumas dicas devem ser colocadas em prática. 

Planejamento orçamentário 

Ao elaborar o plano de ação, uma dica fundamental é realizar o planejamento orçamentário, observando se o negócio almejado é bom para ambas as partes. Faça uma revisão da estratégia comercial e elabore uma planilha com todos os custos, gastos fixos e variáveis, tendo uma noção bem clara de quanto deverá ser necessário para uma reserva e tempo esperado de retorno sobre o investimento (ROI).

É preciso analisar a concorrência, os cenários, avaliando o contexto da empresa e possíveis situações de risco, além de uma análise SWOT e de viabilidade. Dessa maneira, as tomadas de decisões serão bem mais certeiras.

Outra dica é conhecer as empresas parceiras e seus respectivos dados contábeis, financeiros e todos os documentos necessários, com o objetivo de evitar possíveis percalços ao longo da parceria. É importante, ainda, estabelecer os deveres e direitos de cada parte envolvida na joint venture, com tudo especificado claramente no contrato.

Além disso, é preciso que os objetivos sejam comuns, sempre com foco no aumento da probabilidade de sucesso, ou seja, as joint ventures geralmente conseguem melhorias na rentabilidade por meio do trabalho conjunto. 

Expansão dos negócios

Entre os motivos que influenciam na abertura de uma parceria desse tipo está a expansão do negócio ou o desenvolvimento de novos produtos. A somatória de forças, talentos e recursos trazem uma maior presença de mercado, principalmente no que diz respeito a canais de distribuição e vendas.

A aquisição de novos conhecimentos, tecnologias e técnicas também se faz presente nessa estratégia, assim como a obtenção de recursos em um tempo mais rápido, fortalecendo o poder de compra e de possíveis financiamentos.

Essa junção é ideal para empresas que almejam a redução nos custos e aumento da produtividade, inclusive com uma diminuição dos riscos. Afinal, haverá uma somatória de forças, sendo bem útil para combater a concorrência, com uma melhoria na distribuição de tarefas, recursos e experiências.

No entanto, os empreendedores precisam ficar atentos, pois há aspectos negativos que podem influenciar nessa junção. Entre eles, podemos citar a possível rigidez no contrato, metas de longo prazo ou até mesmo fora da realidade e investimentos pouco equilibrados. Mas, no geral, a estratégia de joint venture tem tudo para dar certo, principalmente quando as empresas têm projetos em comum e uma política interna similar, com os mesmos valores e ideais. Como diz o velho ditado popular, “a união faz a força”

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